terça-feira, 6 de outubro de 2015

Jose Rodrigues Dos Santos - O setimo selo

Sabem quando vocês adoram o começo de um livro e depois ele começa a desiludir, desiludir e desiludir? Foi assim com este, o livro começou de uma forma fantástica, fiquei presa, queria ler e saber o que vinha a seguir, mas depois começou a ficar aborrecido e acabei muitoooo desiludida com ele.
A história do livro é fantástica (gira em torno do petróleo e do aquecimento global) mas eu não entendo porque é necessário que a mesma coisa seja explicada três e quatro vezes, a personagem principal do livro é uma pessoa culta, portanto partimos do principio que vai entender uma explicação à primeira, mas não, ao longo do livro levamos com as mesmas explicações 3 e 4 vezes e isso não faz qualquer sentido, é como repetir a mesma aula na escola 3 vezes, já aprendemos, já sabemos e já enjoamos. Eu percebo que o autor queira escrever para toda a gente, que se queira certificar que todos conseguem perceber o livro mas então criava uma personagem principal que fosse menos culta, para tornar mais viável esta necessidade de explicações.
Enfim, se eu pudesse arrancar estas páginas de explicações infinitas (que devem ser quase metade do livro), o livro seria fantástico mas como não posso, não é de todo um livro que me tenha apaixonado ou que me deixe com vontade de ler mais livros dele (e atenção li um livro dele antes de os livros dele se tornarem famosos e achei fantástico, recomendo mil vezes "A filha do Capitão").


"Prolongamos a vida e a partir de um certo limite, começamos a vegetar."

"As cifras decifram-se, os códigos descodificam-se."

"Tjukurpa" - Quer dizer tempo de sonho (não me lembro em que língua).

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