sábado, 26 de setembro de 2015

Dorothy Koomson - Pedaços de ternura

Antes de tudo vale avisar - que na minha opinião - este livro não é tão bom como o outro dela que já falei aqui - "A filha da minha melhor amiga".

"Pedaços de ternura" aborda vários temas diferentes, o amor, a violação, o alcoolismo, o divórcio.. e para mim o que mais falhou neste livro é a falta de capacidade da protagonista para lutar por aquele que supostamente ela ama.
O livro é todo bem escrito e os acontecimentos são todos bem credíveis e passiveis de acontecer no dia a dia de qualquer pessoa, menos o facto de ela não lutar em momento algum pela pessoa de quem diz gostar - desculpem, mas não consigo entender que se deixe escapar assim - sem luta - a pessoa que amamos (eu gosto de acreditar em finais felizes, fazer o quê?)
Mas tirando essa "falha" é um bom livro.


"Só alguém que amamos pode provocar tal expressão. Alguém que nos amou em tempos e que sabe chegar àquela parte de nós onde a dor habita. Que sabe onde guardamos a parte mais sensível e delicada do nosso coração; que sabe as palavras, olhares e acções que podem atingir-nos profundamente nesse ponto; que sabe os golpes que levarão uma eternidade a sarar."

"Nos faz sorrir na barriga."

"Os sentimentos não são como os pensamentos, não podem ser alterados a nosso belo prazer."

"Gostam demasiado de se torturar mutuamente."

"Continuamos a amar os filhos, mesmo que nos esqueçamos de o demonstrar."

"Foi como se um relâmpago vindo dos céus ou a seta do cupido me tivesse atingido quando o vi. Tau! Mesmo no meio do peito. A sério, ponho as mãos no ar. Normalmente não acredito neste tipo de coisas, mas não consigo descrever o que sucedeu de outra forma. Não foi a sua aparência, foi apenas ele."

"Fazia-me sentir como se estivesse ao volante de um veiculo para o qual não tinha carta e que, a qualquer momento, capotaria à beira de um penhasco e cairia num abismo de pura felicidade."

"Nós encaixavamo-nos."

"Esforcei-me imenso, mas não consegui simplesmente afastar-me. Deixávamos de nos contactar durante meses a fio e eu deixava de pensar nele todos os dias. Depois algo acontecia ou eu via um livro, assistia a algum programa na televisão ou ouvia uma música e queria partilhar isso com ele."


"Raramente permanecíamos em contacto constante. Nenhum de nós aguentava. Não durante mais de uns dias. De que adiantava, se não íamos ficar juntos?"

"Não era má pessoa, era apenas estúpida."

"É melhor ser-se inocente do que uma vitima esclarecida."

"Algumas coisas são mais fáceis se não lhes dermos nomes."

"Ardia por fora mas estava gelada por dentro."

"Existe algo que possamos fazer quando parece que a nossa cabeça está a dar de si e o peito a ser esmagado?"

"As coisas boas nunca vêm sozinhas. As coisas más também nunca vêm sozinhas."

"Cada momento era preenchido pelo vazio da ausência deles. Nada parecia importante."

"Despedaçava-se de dentro para fora, mas em silêncio. Absoluto tormento disfarçado de quietude."

"A minha droga de eleição era o ódio por mim própria."

"O mal prospera quando as pessoas boas não fazem nem dizem nada."

"Ainda amo o Will. Não posso mudar isso. Sei que não vai acontecer, que ele está na Austrália, que não vai ser possível. [...] Mas amo-o. E, sim, toda a gente acha que eu devia esquecê-lo. Mas como? Não entrando em contacto com ele? Já tentei. Não vivendo perto dele? Não é possível afastar-me muito mais. [...] Não pensando nele? Não o faço de propósito. Ele simplesmente assalta-me. Eu amo o Will e não poderei dar uma oportunidade a ninguém enquanto isso não acabar."

"Nem sempre o que queremos é o melhor para nós."

"A esperança só é útil se fizermos alguma coisa com ela."

"Como se alguém me tivesse arrancado aquela parte da alma e deixado uma ferida profunda que jamais sararia."

"O que fazemos é recuperar pouco a pouco, passo a passo, vivendo um dia de cada vez.
Se tentarmos fazer tudo de uma vez, não resulta. Regredimos e odiamo-nos. Se quisermos mudar a longo prazo. Temos de avançar com calma."

"Se tiver um dia mau, tenho de o viver. Se tiver um dia bom, tenho também de o viver. Enfrento o mundo tal como ele é. Enfrento o mundo tal como sou."

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