sábado, 8 de agosto de 2015

Marta Gautier - Nua e Crua

Acho que eu e esta autora não combinamos, não consigo gostar dos livros e não consigo senti-los da forma como supostamente são para serem sentidos, ou seja, a maioria das pessoas que lê os livros desta autora, consegue sentir empatia com as personagens e consegue ver uma depressão nas personagens e encara os livros como uma viagem aos tormentos de um cérebro em depressão. Eu não consigo, não consigo achar que as personagens estão com um depressão, elas parecem-me apenas pessoas pessimistas, que não conseguem tirar felicidade de nada, que se queixam de tudo e por ai fora..
Talvez tenham uma depressão endógena mas eu não consigo sentir isso em nenhum dos dois livros que já li desta autora.

Mais concretamente sobre este gostei de dois capitulos e do final mas não consegui gostar do resto. Acho que é mesmo um problema meu, já que os livros dela parecem ter criticas muito positivas



"Ao .... Onde todos os meus caminhos vão dar."

"Aquele vicio de deturpar o sentido das minhas intenções e de pôr um propósito inventado nas minhas palavras era tão insistente, que eu chegava a duvidar dos meus próprios pensamentos."

"Aquele «querida» não trazia qualquer afecto. Aquele «querida» não significava nada."

"Ter provocado interesse num rapaz desejado por outras raparigas tinham-me tornado mais segura, por isso mais alegre também por isso, até um pouco altiva."

"Quase toda a minha vida aconteceu por uma quase imperceptível pressão a que, por delicadeza, julguei não poder resistir."

"Os nossos corpos encolhidos e as palavras de amor, segredadas ao ouvido, que agradecem e perdoam ao mesmo tempo."

"Era como se considerasse totalmente improvável que o resto do mundo pudesse compreender o que acontecia dentro de mim."

"Acredito que o melhor da vida só nos é dado quando já passámos por suficientes aflições, que o sofrimento é uma passagem mais do que justa para se ter direito ao prazer."

"Era um homem com vergonha de ainda ser criança."


"Parecia mover-se com a constante inquietação de quem sente que incomoda os outros."

"O desejo de corresponder ao que os outros esperavam de mim obrigava-me, a usar uma «máscara» para cada situação."

"Era o «tudo por tudo» para que me amasse."

"Se eu conseguisse acreditar na personagem criada por mim, ninguém, inclusive eu, precisava conhecer as minhas angústias, os meus medos ou as minhas dores."

"Era como se a sua existência fosse uma máscara imperfeita de outro alguém, como se a sua forma de estar não combinasse com as suas convicções."

"O meu humor variava em função do seu, a minha paz vinha da sua serenidade."

"Mesmo que não sejas bonita, mesmo que não estejas sempre bem vestida ou maquilhada, mesmo que os teus cozinhados não sejam os melhores do mundo, mesmo que não encantes toda a gente, eu continuarei a amar-te."

"Sei que posso ser tudo."

"É que cá dentro, de vez em quando, soa uma espécie de barulho. Quase um estrondo, um ruído intenso, cheio de coisas selvagens, de voracidade, que se disfarça por vergonha, por cobardia."

"Quem não sabe falar, tem de matar."

"Se as coisas fossem sempre tão fáceis de explicar, o mundo era a preto e branco!"

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