sábado, 20 de junho de 2015

Mariolina Venezia - Há mil anos que aqui estou

Não sei se dizer que detestei o livro é o termo correcto mas se não é anda lá perto.
O livro conta a história de várias gerações de uma família e até é interessante mas é tão confuso que uma pessoa perde milhares de vezes o rumo à história. São nomes de pessoas a mais, são cidades a mais, é passado e presente, realidade e ilusão tudo misturado...
Enfim, é um livro demasiado difícil de ler e isso tira totalmente o prazer da leitura.

"O fim daquela história era ela quem o iria escrever."

"É mais difícil defender-se do ódio do que do amor."

"Se morreres, morro também. A morte é injusta. A vida é injusta."

"Como podes amar aquilo que mais do que qualquer outra coisa te faz sofrer?"

"Não temos passado nem futuro, a história mata-nos."

"Os nãos que tu não disseste di-los-ei eu."

"Quantas coisas pode um homem perder sem deixar de ser a mesma pessoa?"

"Mais vale um fim desesperado do que um desespero sem fim."

"Existem em certas vidas momentos em que as coisas dão uma reviravolta inesperada. Uma espécie de descarrilamento. Começas a vaguear nos teus dias como nas ruas de uma cidade desconhecida. Observas coisas e pessoas que deveriam ser-te familiares e não as reconheces. Não reconheces os acontecimentos e as ocupações que as preenchem.
Perguntas-te quando terá acontecido. Como aconteceu e como chegaste a este ponto. Percorres ao contrário, momento por momento, tudo o que te conduziu até ali. As encruzilhadas, os entroncamentos. Assim, sem te aperceberes, perdes-te na história. Na tua história, naquela que conseguiste reconstruir, lentamente, e que contas a ti própria todos os dias para existires. E só quando voltas atrás percebes que o tempo não é um círculo, mas uma espiral, e que o esforço que fazes para abraçar o passado te projecta de novo com força para o futuro."

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