segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Eileen Goudge - O segundo silêncio

Resumo:
Mary e Charlie são completamente apaixonados um pelo outro, ela engravida e eles casam. No entanto Mary não consegue suportar a pobreza em que vivem e acaba por abandonar Charlie e voltar para casa dos pais com a filha, acabando depois por ir trabalhar para fora deixando a filha aos cuidados da avó.
O tempo passa e um dia Mary recebe um telefonema a dizer que a filha (já adulta) precisa da sua ajuda e é aqui que tudo muda, Mary terá de deixar a sua vida confortável para ir ajudar a filha e confrontar-se com questões do seu próprio passado...
Conseguirá Mary ser a mãe que nunca foi?

Opinião:
É daqueles livros que lemos, lemos e queremos continuar a ler, que nos faz ficar irritados, nervosos, ansiosos mas que no final nos faz sorrir e dizer "que lindinho". Muito bom, super recomendo.

Ps - Eu li a versão do livro em português do Brasil, dai o "brasileiro" de algumas frases.




"Sempre acontece assim quando se é pobre: um pedaço do céu desaba sobre a cabeça todos os dias."

"Somos como duas tábuas apoiadas no estábulo. [...] Um impede que o outro caia."

"O amor não paga aluguer. Não impede o vento de assobiar entre as frestas nas paredes de madeira nem evita que as contas se acumulem na caixa de correspondência."

"Compreendera tarde demais que ter uma filha não era como possuir um gato ou cachorro. As crianças não podiam ser deixadas à espera."

"Não há qualquer remédio para o tempo que não se passou com uma criança."

"A vida só passa uma vez. Se não agarra-la com firmeza, vai escapulir por entre os seus dedos."

"Às vezes a melhor maneira de ajudar a si mesmo é ajudar outra pessoa."

"É a única cisa que nunca lhe dizem sobre a velhice, [...], que o pior de tudo não são as dores, as aflições, nem mesmo a solidão. É a humilhação de ter de ser levada para o vaso sanitário por alguém, cujas fraldas você outrora trocara."

"As melhores ideias nunca parecem boas."

"Ser inteligente não é a mesma coisa que saber como ser feliz."

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