terça-feira, 26 de agosto de 2014

Anita Shreve - A praia do destino

Dizem que o amor não tem idades, que não mandamos no coração e não escolhemos por quem nos apaixonamos.
Dizem que quando o amor nos apanha não temos como lhe fugir e que não importam os preconceitos da sociedade, temos mais é que ser felizes...

Mas este livro irritou-me profundamente... O livro é muito bom, bem escrito e muitas vezes chega a ser viciante MAS a protagonista tem 15 anos e apaixona-se por um tipo de 40, um homem casado, com filhas da idade desta criança e que não se incomoda com o facto de ela ser uma menina. Um homem que cede aos impulsos e aos desejos, que se envolve com ela mesmo sabendo que ela é apenas uma jovem inocente que nunca conheceu o amor... Juntando a isto o facto de ele ser extremamente egoísta quando o assunto é a felicidade dela ou a infelicidade da mulher dele.. O livro irritou-me muito.. Mas repito tirando este "pormenor" das idades, é um bom livro.


"Se nunca nada é ensinado, como é que o corpo sabe como se mexer e onde se colocar?"

"Tudo em ti é extraordinário para mim."

"Não quero mais nada senão estar contigo."

"Quando se conhece alguém, dá-se inicio a um esboço que, durante a relação, seja ela intima ou não, se vai completando, é pintado um retrato a óleo, a pastel, a tinta preta ou a aguarela que só depois de a pessoa morrer é que se pode considerar terminado. E talvez nem sequer nessa altura."

"A mulher tem uma aparência muito diferente quando é feliz."

"Não sou capaz de esquecer. Nem por um dia. Nem por uma hora."

"Somos todos retratos inacabados."

"Não sou capaz de imaginar não o amar."

"É o tempo que determina a intensidade do amor."

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